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Sobre o Sócios do poder

Sócios do poder cruza três bases públicas e abertas: as candidaturas de 2026 declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, o quadro societário de empresas publicado pela Receita Federal e os contratos publicados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Uma quarta base, o Portal da Transparência, entra para o cruzamento de emendas parlamentares. As quatro fontes são públicas; o site apenas relaciona os registros por CPF e CNPJ para produzir sinais que ainda precisam ser conferidos na fonte original.

Como o cruzamento funciona

O TSE informa quem é candidato e o CPF de cada um. A Receita publica o quadro societário do CNPJ com o CPF do sócio mascarado, mostrando só seis dos onze dígitos; esses seis dígitos são casados com o nome civil completo do candidato, descartando qualquer chave em que mais de um candidato pudesse se encaixar. O PNCP informa quais empresas assinaram contrato com prefeituras, estados ou a União, e a ligação é feita pela raiz de oito dígitos do CNPJ. Emendas seguem uma cadeia separada, do autor até o favorecido final do pagamento.

O que o site não afirma

Nada aqui prova crime, influência ou participação de um candidato na gestão da empresa. Ser sócio de empresa que vende para o poder público é legal e comum. A exceção prevista na Constituição é o artigo 54, que veda a deputados e senadores em exercício manter contrato com pessoa jurídica de direito público ou dirigir empresa favorecida por ele; por isso só parlamentares em mandato recebem destaque na metodologia.

Quem publica

O projeto é mantido por Nikolas de Hor, desenvolvedor full stack e engenheiro de IA em Goiânia, GO, Brasil. A ideia de cruzar CPF de político com sociedade e contrato foi inspirada no trabalho de Bruno César no projeto br/acc.

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